21-02-2012
Curadores da Terra participam do Concurso Fuller
February 14, 2012, NEW YORK CITY —The Buckminster Fuller Institute is pleased to
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29-07-2011
Curadores da Terra reunem-se com o Secretário do Meio Ambiente Bruno Covas
Nesta quinta-feira 22/09, o Secretário do Meio Ambiente Bruno Covas recebeu em seu gabinete Sérgio...
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14-07-2011
Curadores da Terra levam aos EUA a proposta LIXO ZERO e USINAS LIMPAS
por Karine Rodrigues, jornalista do Portal da RTS
15/04/2011 - Lixo é construção. Eis...
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14-07-2011
Sérgio Prado é homenageado na Assembléia Legislativa no Dia do Meio Ambiente
(08/06/2011 - 17:14)
O dia do Meio Ambiente f...
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por Karine Rodrigues, jornalista do Portal da RTS
15/04/2011 - Lixo é construção. Eis uma afirmação que está longe de ser metafórica ou pura ilusão. Trata-se, na verdade, da premissa de uma iniciativa brasileira que acaba de vencer o concurso internacional “Moradia Ideal: colaboração para cidades mais inclusivas e sustentáveis”, organizado pelo Changemakers da Ashoka, com apoio da Fundação Rockefeller. Desenvolvido pela ONG Verdever/Curadores da Terra, de São Paulo, o projeto “Lixo Zero, Arquitetura Sustentável, Energia Renovável” concorreu com mais 288 inscrições, vindas de 48 países, incluindo o Brasil. Os dois outros ganhadores são da Argentina e dos Estados Unidos.
A ONG brasileira, fundada em 1992 e dirigida pelos arquitetos Sérgio Prado e Márcia Macul, foi selecionada por propor a reciclagem do lixo e sua posterior transformação em insumo para a construção de casas sustentáveis e mais baratas do que as convencionais. Para isso, desenvolveu, por exemplo, uma tecnologia inovadora, e já patenteada, que deu origem ao plástico vegetal biodegradável, produzido com óleo de mamona, entre outras oleaginosas. É esse material que vai substituir o cimento, matéria-prima que em muito contribui para o aquecimento global.
As edificações são resultado do reaproveitamento de resíduos plásticos, orgânicos e minerais, que ressurgem, por exemplo, como tijolos de terra crua secos à sombra. Além disso, usa-se garrafa PET nas paredes, garantindo iluminação natural, e bambus e fibras orgânicas para esteios e coberturas.
Vê-se, portanto, que são usados na construção das casas Mecanismos de Desenvolvimento Limpo, capazes de permitir que as prefeituras requisitem recursos dos créditos de carbono, via Carta de Kyoto. Para completar, as paredes feitas de garrafas PET têm um sistema de cultivo de horta por hidroponia, com gotejamento com alimento para as espécies, que pode atacar ainda o problema da insegurança alimentar.
Recursos vão para Usinas Limpas
O prêmio de US$ 10 mil dólares ganho pela ONG brasileira já tem destino certo. Segundo Sérgio e Márcia, ele vai ser usado na montagem de uma apresentação em 3D, na qual será possível visualizar o funcionamento das chamadas Usinas Limpas. “Elas são como um completo sistema digestivo urbano, capaz de, em apenas 55 horas, separar, secar, esterilizar, moer e reaproveitar todos os tipos de resíduos orgânicos, plásticos e minerais – de cidades e de industrias, rurais e florestais – incluindo o lodo e esgoto dos córregos e rios. Isto dá origem a novos elementos construtivos limpos, permitindo a implantação de comunidades, biomas e cidades verdes sustentáveis”, detalha Márcia.
Para se chegar aos objetivos do projeto vencedor, é preciso que São Paulo, assim como todo o Brasil, trace um longo caminho. Segundo Márcia, é necessário que tenham interesse em reconstruir as cidades, partindo da premissa da sustentabilidade, votem leis que permitam gerar trabalho, emprego e renda para os catadores de lixo, e garantam lucros para os investidores em usinas limpas.
Apesar do grande desafio, Márcia está esperançosa. “O Governador Geraldo Alckmin já mostrou interesse em nosso projeto quando foi candidato a Prefeito, e assim acreditamos que ele continuará agora, mais ainda, apoiando essa proposta de Cidades Verdes Sustentáveis para os 660 municípios do Estado de São Paulo”. Enquanto isso, outros contatos vêm sendo feitos, diz a arquiteta, adiantando que Brasília pode vir a se transformar na primeira Cidade Verde Sustentável do país.
Os dois outros vencedores trazem, igualmente, ideias inovadoras para tornar as cidades mais inclusivas e sustentáveis. Desenvolvido pela Habitat para a Humanidade Argentina, o projeto Reciclando Habitações Urbanas reforma edifícios, depois alugados com taxas de mercado para famílias com necessidade de moradia. Como detalha o material divulgado pela Changemakers, “a diferença entre essa taxa e uma "feira de aluguel" é reservada como poupança, de modo que a família pode deixar o seu Programa de Aluguel Assistido como histórico e economia para sair do ciclo de pobreza da habitação”.
Dos Estados Unidos veio o projeto Zona de Desenvolvimento Verde, da People United for Sustainable Housing (Push). Segundo o Changemakers, em 2008 a instituição investiu na construção de moradias a preços acessíveis, com energia geotérmica e solar, e na formação de empregos verdes e agricultura urbana. Até o momento, foram criadas 11 unidades, sendo que há mais 20 em desenvolvimento.
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Reciclagem, emprego e renda
A reciclagem do lixo é a parte mais visível da iniciativa, que estabelece a construção de eco-pontos, ou seja, lugares específicos para o descarte e a coleta seletiva de lixo reciclável, e a criação de oficinas de inovação e reuso. O projeto prevê ainda uma série de políticas públicas que tomam como base a energia renovável e a arquitetura sustentável. São medidas que não só podem reduzir a quantidade de lixo nos aterros sanitários como gerar emprego e renda no tratamento e na reciclagem do lixo, diminuir gastos públicos e possibilitar a construção de moradias a custos mais baixos.
Sérgio Prado e Márcia Macul atribuíram o prêmio às inovações do projeto que desenvolvem. “Ele foi escolhido como um dos três ganhadores por propor um novo ciclo renovável, que está totalmente de acordo com a atual Política Nacional dos Resíduos Sólidos, já se desdobrando na PL 1269/07 (Estado) e 638/09 (Município), que poderão replicar-se em todo o Brasil e, sequencialmente, nos 192 países que participam da Carta de Kyoto”, avalia Márcia.
O projeto de lei 1269 dispõe sobre a criação do programa Lixo Zero, Arquitetura Sustentável, Energia Renovável dentro do Estado de São Paulo. Como na tecnologia patenteada é usada a mamona, a legislação prevê ainda a criação de programas por parte das secretarias estaduais para o uso de plantas oleaginosas em pesquisas. Afinal, é o óleo extraído dessas plantas o principal aglutinador e transformador do lixo em matéria reutilizável.
O projeto vencedor é estruturado na PL 269/99, intitulada Brasil Águas Limpas, votada por maioria absoluta e em caráter definitivo pelo Senado. Por meio dela, obriga-se a inclusão de instruções para reaproveitamento de embalagens ou objetos de plástico, que não mais devem ser destinados ao lixo.